Eduardo Srur "Sobrevivência" [2009, JUL]

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Text by: Lucila Vilela


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Survival

"Ancient monuments don't sleep, they are immersed in sleepiness, a numbness that comes frrom their abandonment"

Jean-Luc Nancy

Static; mute statues rest their importance. Sleepy in the urban chaos, these images entwine with a scenery that has outgrown them. Traces of memories try to resist the fading out of the glory. Hidden; tied to their surroundings, they keep the recognition of exceptional achievements, in an effort to present what goes down in history. However, they confront the action of time still. Their matter withstands days and nights, survives bad weather, lasts despite the harshness of nature. Memory, however, vanishes without warning, falls into the shadow of oblivion, in the scratches of instants. "These monuments", observes Nancy, are "disaffected" [désaffectés]: they have been emptied of their features and and, with these, the signs of affection that corresponded them". This stillness contrasts with a continuous intersection of imprecise flows, in the incessant activity of the big metropolises.

The monuments that dwell in the city of Sao Paolo praise heroes of the national history. Dispersed across streets, parks and viaducts, some of these sculptures, created during the 20th century, were challenged in 2008 by the artist Eduardo Srur, who dressed them up with life jackets. "Survival" is an urban intervention on 16 points in Sao Paolo. The action that takes these statues out of their inertia calls for humor and irony in the everyday confusion of the big city. Srur awakens these figures, turns our look towards them. Well-known personalities, forgotten, invaded by a contemporary look, obtain life during the process. The life jackets, custom-made to fit every sculpture, were made out of material resistant to the climatic conditions, and with respect to the historical patrimony of the statues. The life jackets, in general, are used by people in case of emergency and, as their name states, are meant to save lives in times of danger. Thus, the irony makes itself present and gets even more intense -these jackets, placed on the monuments, are nautical jackets. Sao Paolo shares the same danger, cries out for survival. Historical monuments exhibit their stories suffocating in the confusion of the city.

On a large scale, in his intervention Eduardo Srur uses a construction structure in order to reach the statues. This way, he gets close to the faces that represent these memories. The artist gets the opportunity to observe the molds of every sculpture closely, something which turns the process into a stimulating work. The idea of scale and proportion is evidenced in the process, which reveals the difficulty of approach. Therefore, the artist gets an intimate revelation of the majesty of these impressive monuments, which magnify the prestige of their figures. And, in a careful dialogue, he confronts them, dressing up their mood. These historical spaces were occupied for a certain amount of time, after which the statues were left to rest. Today we can see the photos and the videos that came from this moment. In the end, documentation is also a form of survival.

Supervivencia

"Los monumentos antiguos no duermen, están hundidos en una somnolencia, un entumecimiento que proviene de su abandono."

Jean-Luc Nancy

Estáticas; mudas estatuas descansan sus importancias. Adormecidas en el caos urbano, esas imágenes se entrelazan en un escenario que creció más que ellas. Vestigios de memorias intentan resistir al apagamiento de un homenaje. Disimuladas; atadas en su entorno, sustentan el reconocimiento de conquistas destacadas, en un intento de preservar lo que los papeles consideran historia. No obstante, inmóviles, se enfrentan a las acciones del tiempo. La materia soporta días y noches, sobrevive a las intemperies, perdura ante las inclemencias de la naturaleza. La memoria, sin embargo, se desvanece sin aviso, cae en la sombra del olvido, en los garabatos de instantes. "Esos monumentos", observa Nancy,  "están «desafectados» [désaffectés]: han sido vaciados de sus atribuciones y, con ellas, de los afectos que les correspondían." Esa inmovilidad contrasta con un continuo enlace de flujos imprecisos, en la incesante actividad de las grandes metrópolis.

Los monumentos que habitan la ciudad de São Paulo exaltan héroes de la historia nacional. Esparcidas entre calles, parques y viaductos, algunas de esas esculturas, construidas en el siglo XX, fueron en 2008 provocadas por el artista Eduardo Srur que las han vestidas con chalecos salvavidas. "Sobrevivencia", se trata de una intervención urbana realizada en 16 puntos de la capital paulista. El gesto que activa la inercia de esas estatuas incita humor e ironía en el cotidiano aturdido de la gran ciudad. Srur despierta esas figuras, enciende la mirada hacia ellas. Personajes reconocidos, olvidados, invadidos por una mirada contemporánea, retoman vida en el paisaje. Los chalecos, hechos a medida para cada escultura, fueron confeccionados con materiales resistentes a las condiciones climáticas respetando la situación de patrimonio histórico de las obras. Los chalecos salvavidas, en general, son utilizados por personas en estado de emergencia y, como el propio nombre dice, son supuestamente capaces de salvar vidas en situaciones de riesgo. Así, la ironía se hace presente y aún se acentúa: esos chalecos, depositados en los monumentos, son chalecos náuticos. São Paulo aporta el riesgo, clama por supervivencia. Los monumentos históricos exhiben sus relatos ahogados en la turbación de la ciudad.

En su proyecto a gran escala, Eduardo Srur utiliza una estructura de construcción civil para conseguir alcanzar las estatuas. De esta manera, se aproxima a los rostros que representan esas memorias. El artista tiene la oportunidad de observar desde muy cerca los moldes de cada escultura, tornando el proceso tan sugestivo como el trabajo. La noción de escala y proporción es hace patente en el procedimiento que revela la dificultad para aproximarse. El artista entonces se depara íntimamente con la imponencia de esos monumentos que, grandiosos, enaltecen los prestigios de sus figuras.  Y, en un diálogo cuidadoso, se enfrenta con ellas, vistiendo su ánimo. La ocupación de esos espacios históricos se presentó durante algún tiempo y, después de encerrada, devolvió a las estatuas su reposo. Hoy podemos ver las fotos y vídeos que resultan de ese momento. Al final los registros son también formas de supervivencia.

Sobrevivência

"Os monumentos antigos não dormem, estão fundidos em uma sonolência, um entorpecimento que provêm de seu abandono."

Jean-Luc Nancy

Estáticas; mudas estátuas descansam suas importâncias. Adormecidas no caos urbano, essas imagens se entrelaçam num cenário que cresceu mais que elas. Vestígios de memórias tentam resistir ao apagamento de uma homenagem. Dissimuladas; atadas em seu entorno, sustentam o reconhecimento de conquistas destacadas, numa tentativa de preservar o que os papéis consideram história. Porém, imóveis, enfrentam as ações do tempo. A matéria suporta dias e noites, sobrevive às intempéries, perdura ante às inclemências da natureza. A memória, no entanto, esvaece sem aviso, cai na sombra do esquecimento, na rasura de instantes. "Esses monumentos, observa Nancy, estão «desafetados» [désaffectés]: foram esvaziados de suas atribuições e, com elas, dos afetos que lhes correspondiam." Essa imobilidade contrasta com um contínuo enlace de fluxos imprecisos, na incessante atividade das grandes metrópoles.

Os monumentos que habitam a cidade de São Paulo exaltam heróis da historia nacional. Espalhadas entre ruas, parques e viadutos, algumas dessas esculturas, construídas no século XX, foram em 2008 provocadas pelo artista Eduardo Srur que as vestiu com coletes salva-vidas. "Sobrevivência" se trata de uma intervenção urbana realizada em 16 pontos da capital paulista. O gesto que ativa a inércia dessas estátuas incita humor e ironia no cotidiano transtornado da grande cidade. Srur acorda essas figuras, desperta o olhar para elas. Personagens reconhecidos, esquecidos, invadidos por um olhar contemporâneo, retomam vida na paisagem. Os coletes, feitos sob medida para cada escultura, foram confeccionados com materiais resistentes às condições climáticas respeitando a situação de patrimônio histórico das obras. Os coletes salva-vidas, em geral, são utilizados por pessoas em estado de emergência e, como o próprio nome diz, são supostamente capazes de salvar vidas em situações de risco. Assim, a ironia se faz presente e ainda acentua - esses coletes, depositados nos monumentos, são coletes náuticos. São Paulo aponta o risco, clama por sobrevivência. Monumentos históricos exibem seus relatos afogados na turbação da cidade.

Em grande escala, Eduardo Srur utiliza, em sua intervenção, uma estrutura de construção civil para conseguir alcançar as estátuas. Desta maneira, se aproxima dos rostos que representam essas memórias. O artista tem a oportunidade de observar de perto os moldes de cada escultura, tornando o processo tão sugestivo quanto o trabalho. A noção de escala e proporção é evidenciada no procedimento que revela a dificuldade para se aproximar. Eduardo Srur então se depara intimamente com a imponência desses monumentos que, grandiosos, enaltecem os prestígios de suas figuras. E, num dialogo cuidadoso, se enfrenta com elas, vestindo seu ânimo. A ocupação desses espaços históricos apresentou-se durante algum tempo e, depois de encerrada, devolveu às estátuas seu repouso. Hoje podemos ver as fotos e vídeos que resultam desse momento. Afinal os registros são também formas de sobrevivência.

Sopravvivenza

"I monumenti antichi non dormono, sono sprofondati in una sonnolenza, un intorpidimento che proviene dal loro abbandono"

Jean-Luc Nancy

Statiche; mute statue riposano le loro importanze. Addormentate nel caos urbano, tali immagini si congiungono in uno scenario più grande di loro. Vestigia di memorie intentano resistere allo spegnimento di un omaggio. Dissimulate; legate al proprio ambiente, sostengono il riconoscimento di conquiste rilevanti, in un tentativo di preservare ciò che le carte considerano storia. Con tutto ciò, immobili, affrontano le azioni del tempo. La materia sostiene i giorni e le notti, sopravvive alle intemperie, perdura davanti alle inclemenze della natura. La memoria svanisce senza avviso, cade nell'ombra della dimenticanza, negli scarabocchi degli istanti. "Tali monumenti -osserva Nancy-, sono «disaffezionati» [désaffectés]: sono stati svuotati dei loro attributi e, con essi, degli affetti che gli corrispondevano". Tale immobilità contrasta con un continuo collegamento di flussi imprecisi, nell'incessante attività delle grande metropoli.

I monumenti che abitano la città di São Paulo esaltano gli eroi della storia nazionale. Sparse tra strade, parchi e viadotti, alcune di queste sculture, costruite nel XX secolo, furono prese di mira dall'artista Eduardo Srur che, nel 2008, le ha vestite con dei gilet salvavita. "Sopravvivenza" si tratta di una serie di interventi urbani realizzati in 16 punti della capitale paulista. Il gesto che attiva l'inerzia di queste statue incita umore e ironia nel quotidiano stordimento della grande città. Srur risveglia queste figure, riaccende lo sguardo verso di loro. Personaggi riconosciuti, dimenticati, invasi da uno sguardo contemporaneo, riprendono vita nel loro paesaggio. I giubbotti, fatti su misura per ogni scultura, sono stati prodotti con materiali resistenti alle condizioni climatiche, rispettando la condizione di patrimonio storico delle opere. I gilet salvavita, in generale, sono utilizzati da persone in stato di emergenza e, come ricorda il loro stesso nome, sono presumibilmente capaci di salvare delle vite in situazioni di rischio. Così, l'ironia si fa presente e si accentua ancora di più - tali giubbotti, depositati sui monumenti, sono gilet nautici. São Paulo apporta il rischio, reclama la sopravvivenza. Monumenti storici esibiscono i propri racconti annegati nel turbinio della città.

In grande scala, Eduardo Srur utilizza, nei suoi interventi, una struttura di costruzione civile per riuscire a raggiungere le statue. In questo modo si avvicina ai visi che rappresentano tali memorie. L'artista si detiene intimamente davanti all'imponenza di questi monumenti che, grandiosi, innalzano il prestigio delle loro figure. In un dialogo attento le affronta vestendo la loro anima. L'occupazione di questi spazi storici si realizzò per un periodo e dopo si è ridato alle statue il proprio riposo. Oggi possiamo vedere le foto e i video che testimoniano tali momenti. Alla fine le registrazioni sono anch'esse una forma di sopravvivenza.

Επιβίωση

"Τα παλιά μνημεία δεν κοιμούνται, είναι βυθισμένα σε μια υπνηλία, ένα μούδιασμα που προέρχεται από την εγκατάλειψή τους".

Jean-Luc Nancy

Στατικά· σιωπηλά αγάλματα αναπαύουν τη σπουδαιότητά τους. Κοιμισμένες στο αστικό χάος, αυτές οι εικόνες ενώνονται με ένα σκηνικό που τις ξεπέρασε σε μέγεθος. Ίχνη αναμνήσεων προσπαθούν να αντισταθούν στο ξέφτισμα της δόξας. Κρυμμένα· δεμένα με τον περιβάλλοντα χώρο, κουβαλούν πάνω τους την αναγνώριση εξαιρετικών κατορθωμάτων, σε μια προσπάθεια να παρουσιάσουν αυτό που μένει στα χαρτιά ως ιστορία. Όμως αντιμετωπίζουν την δράση του χρόνου ακίνητα. Η ύλη τους υπομένει μέρες και νύχτες, επιβιώνει στις κακοκαιρίες, παραμένει παρά τις σκληρές συνθήκες της φύσης. Η μνήμη, όμως, εξαφανίζεται χωρίς προειδοποίηση, πέφτει στη σκιά της λήθης, στις χαραγματιές των στιγμών. "Αυτά τα μνημεία", παρατηρεί ο Nancy, "είναι αποξενωμένα" [désaffectés]: έχουν κενωθεί από τα χαρακτηριστικά τους, και, μαζί μ' αυτά, τα ψήγματα στοργής που τους αναλογούσαν". Αυτή η ακινησία έρχεται σε αντίθεση τον περιβάλλοντα ρέοντα χώρο, στην αδιάκοπη δραστηριότητα των μεγάλων μητροπόλεων.

Τα μνημεία που ζούνε στην πόλη του Sao Paolo εξαίρουν ήρωες της εθνικής ιστορίας. Σκορπισμένα σε δρόμους, πάρκα και γέφυρες, κάποια από αυτά τα γλυπτά, που δημιουργήθηκαν κατά τη διάρκεια του 20ού αιώνα, δέχτηκαν τις προκλήσεις του καλλιτέχνη Eduardo Srur, που τα έντυσε με σωσίβια. Η "Επιβίωση" είναι μια αστική παρέμβαση σε 16 σημεία του Sao Paolo. Η δράση που βγάζει αυτά τα αγάλματα από την αδράνειά τους προκαλεί τη φαιδρότητα και την ειρωνεία στην καθημερινή σύγχυση της μεγαλούπολης. Ο Srur ξυπνάει αυτές τις μορφές, στρέφει τη ματιά μας σε αυτές. Γνωστές προσωπικότητες, ξεχασμένες, δέχονται την εισβολή μιας σύγχρονης ματιάς και παίρνουν ζωή κατά τη διαδικασία αυτή. Τα σωσίβια, που ράφτηκαν ειδικά για κάθε άγαλμα ώστε να του ταιριάζουν, ήταν φτιαγμένα από υλικό που αντιστεκόταν στις καιρικές συνθήκες, με σεβασμό στην ιστορική κληρονομιά των αγαλμάτων. Τα σωσίβια, γενικά, χρησιμοποιούνται από ανθρώπους σε περίπτωση εκτάκτου ανάγκης και, όπως δηλώνει το όνομά τους, σώζουν ζωές σε περίπτωση κινδύνου. Συνεπώς, η ειρωνεία γίνεται αισθητή και εντείνεται - αυτά τα σωσίβια χρησιμοποιούνται σε πλοία. Το Sao Paolo μετέχει του ίδιου κινδύνου, καλεί σε βοήθεια για να σωθεί. Ιστορικά μνημεία προβάλλουν τις ιστορίες τους ασφυκτιώντας στην σύγχυση της πόλης.

Σε μεγάλη κλίμακα, κατά την παρέμβασή του ο Eduardo Srur χρησιμοποιεί ένα οικοδομικό μηχάνημα ώστε να φτάσει τα αγάλματα. Με αυτό τον τρόπο, έρχεται κοντά στα πρόσωπα που εκπροσωπούν αυτές τις αναμνήσεις. Ο καλλιτέχνης έχει την ευκαιρία να παρατηρήσει κοντά το σχήμα του κάθε αγάλματος, κάτι που μετατρέπει τη διαδικασία σε δουλειά που δίνει έμπνευση. Η ιδέα της κλίμακας και της αναλογίας φαίνεται από τα τεκμήρια της διαδικασίας, που αποδεικνύουν τη δυσκολία προσέγγισης. Έτσι, το μεγαλείο αυτών των εντυπωσιακών μνημείων αποκαλύπτεται στον καλλιτέχνη από κοντά και το γόητρο των μορφών αυτών μεγιστοποιείται. Και, σε έναν προσεκτικό διάλογο, ο καλλιτέχνης τα αντιμετωπίζει, ντύνοντας τη διάθεσή τους. Αυτοί οι ιστορικοί χώροι καταλήφθηκαν για συγκεκριμένο χρόνο, μετά το πέρας του οποίου τα αγάλματα αφέθηκαν σε ανάπαυση. Σήμερα μπορούμε να δούμε φωτογραφίες και βίντεο που προήλθαν από αυτή τη στιγμή. Σε τελευταία ανάλυση, τα ιστορικά τεκμήρια είναι μια μορφή επιβίωσης.