Ela viu coisas inimagináveis e pensa em coisas estranhas: pensa em ficção, pensa em atmosferas anacrônicas e algumas bem crônicas, como as dores anímicas que me fazem vez ou outra mexer o corpo, de um lado ao outro pela cama. Se eu estiver de pé, eles dizem que é dança. Mas eu não gosto de dançar pra mim mesmo, nem gosto de imaginar pra mim mesmo. Seria absurda a paisagem que vejo se não pudesse compartilhar o mínimo, dia a dia, por algum ouvido, ou olho, ou até pelo tato tato. O tato próximo, não alheio, que alheio a mim, basta aquilo que não vejo.

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