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From the lowest rooms
by Artur de Vargas Giorgi
The other bathroom at the back, also introduces a disturbing aspect. This time, however, what stands out is the distance. In the shower there is a pile of gardening tools, that seem to be there for a long time, before the House/Casa, that is, it served as a deposit of domestic utilities to maintain the House, replacing what should be of some use to the intimacy of the bodies that live in it or visit it - utilities that ought to touch the low and dirty of the House and the bodies, to preserve them, to clean them, but are they are there now,instaled, replaced, as a potential. And again the mirror is a video object that seems to reinforce this lecture : when you open it there is a tube of toothpaste in half and the video itself : the ironic image of a man brushing his teeth without the brush, making its peculiar noise (that blends with the other sounds of the House, its music) without serving its purpose. This gesture,in the space of the bathroom, continuously repeated, can enhance the expression of an interruption of purpose, a selfless gesture that faces and empties what remains as habit -no matter how clean this can be. From that bathroom, that strange ephemeral House, for all that attracts us and repells us , is one of our places of non-being: the domestic..
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Dos aposentos mais baixos
por Artur de Vargas Giorgi
O outro banheiro, voltado para os fundos, também guarda – apresenta – um aspecto inquietante. Desta vez, contudo, sobressai o afastamento. No lugar do boxe que reservaria o banho, um amontoado de ferramentas de jardinagem parece estar ali há tempos, desde antes da Casa; ou seja, fez-se ou conservou-se um depósito de utilidades para o cuidado da Casa que se confunde com o lugar que deveria ser de alguma utilidade para a intimidade dos corpos que a habitam ou visitam – utilidades que devem tocar o baixo e o sujo da Casa e dos corpos, para preservá-los, para asseá-los, mas que estão ali, agora, instaladas, deslocadas, como potência. E novamente o espelho é um vídeo-objeto que parece reforçar esta leitura: ao abri-lo, há um tubo de pasta de dentes quase pela metade, e num dispositivo o vídeo propriamente dito: a imagem um tanto irônica do rosto de um homem que escova seus dentes sem a escova, ou melhor, um “outro” que apenas gestualiza o hábito – meu, seu – de escovar os dentes, produzindo inclusive seu ruído característico (que assedia os demais ruídos produzidos na casa, sua música), sem entretanto – isso é óbvio – cumprir o propósito. Esse gesto, inserido no espaço desse banheiro e ininterruptamente repetido, pode acentuar a expressão de uma suspensão das finalidades, gesto desprendido que encara e esvazia o que reside por hábito – por mais “asseado” que este seja. A partir desse banheiro, tal Casa estranha, efêmera, por tudo que ela nos repudia e atrai, é assim um dos nossos lugares de não-estar: o doméstico.
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